Carnaval de rua: o que sobrou?

Olá amigos, bem-vindos sempre!

Novo post no site Eu sem Fronteiras. Conto uma experiência pessoal de um sábado em que me vi presa entre os blocos de pré-carnaval em Pinheiros.

Também explico de forma simples alguns temas da psicanálise que analisei nesse episódio, deixando sempre a dica de cada um pensar em qual é a sua parte em tudo isso.

Passem por lá, um grande abraço e até a próxima!

Acessem: http://bit.ly/2mTVRkT

 

Padrões e crenças ruins: liberte-se destas correntes

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Olá amigos do blog, sejam muito bem-vindos novamente.

Estava aqui pensando no que escrever hoje para vocês, e me dei conta de que sempre que penso e escrevo é algo que está acontecendo com várias pessoas, como se o universo me utilizasse para colocar no papel o sofrimento delas, nas quais geralmente me incluo, como ser imperfeito e em evolução.

Sinto que temos dentro de nós uma “mania” de repetir determinados padrões que são prejudiciais a nossa vida. É claro que muitos destes padrões estão relacionados aos nossos recalques, que precisam e podem ser elaborados e trazidos para a luz, mas algumas vezes insistimos em fazer novamente tudo que sabemos que irá nos fazer mal.

E sentimos que “é assim mesmo”, que “somos assim” e pronto. Nada disso! Temos o poder e a oportunidade todos os dias de deixar para trás tudo que nos faz mal. Situações ruins vividas e experimentadas por nós, por nossos pais/amigos/familiares não precisam e não devem ser propagadas ou repetidas por nós, ou a próxima geração vai continuar na mesma linha de não evolução.

A razão é uma das maiores dádivas que temos. Com ela podemos analisar e perceber que não nascemos para sofrer, nem para prosseguir em caminhos que vão nos levar a dor. Não temos que arcar com nada que não seja apenas nossa responsabilidade. E dar um basta no que não faz bem é a nossa responsabilidade sim.

Chega de levar para a vida e para os nosso filhos padrões e regras que sabemos não servir mais. Chega de impor a nós mesmos e aos outros comportamentos inadequados que só trazem dor e sofrimento. É hora de aperfeiçoarmos a geração. É hora fazermos mais do que os nossos puderam fazer, e é nossa responsabilidade fazer melhor que eles. E quando digo melhor é amar mais, primeiramente a nós (nosso corpo, nossa alma e a nossa mente), para depois estarmos prontos para amar melhor o nosso próximo .

Não adianta colocar a culpa na vida das coisas ruins pelas quais passamos. O que estamos fazendo para sair de determinada situação que nos desagrada? Estamos sofrendo pelo passado e deixando passar as oportunidades de amar e sermos felizes? Estamos ansiosos pelo futuro e deixando de viver o agora?

O agora é o único momento válido. No agora você pode perdoar, você pode tirar mágoa do coração, você pode compreender, você pode ter mais compaixão pelo outro. No agora você pode ser menos egoísta, abraçar, beijar, olhar, ouvir. No agora você pode (e deve) quebrar qualquer tipo de padrão ruim que está repetindo dos pais, cuidadores ou sociedade. No agora você pode sim ser melhor e tornar o mundo melhor.

Vamos deixar de uma vez por todas de nos entregar para nossas crenças ruins de que nada vai dar certo, de que nosso destino é o sofrimento e de que a vida é assim e nós somos assim mesmo, não tem jeito. Não!! A vida é feita para ser vivida e você para viver e não existir. Sacode a poeira, levanta a cabeça, joga fora tudo que não lhe serve, tudo que prejudique a sua saúde, e não coloque a culpa na genética. Jogue fora todos os comportamentos que te fazem mal e fazem mal aos outros. Jogue fora todo julgamento, preconceito, mágoas, culpas e tristezas. Decida (como diz nosso querido Patch Adams) ser feliz todos os dias. Decida ser melhor hoje, agora, aqui.

Pense: o que você pode fazer agora para que se sinta mais feliz? Faça!

Uma excelente semana de limpeza de padrões e crenças ruins para todos nós!

Meditação

64. O gostar é quase sempre seletivo e preconceituoso no sentir, discriminando o feio do belo, o agradável do desagradável apenas pelo sentido do estético.

O outro pode ser seu espelho, não julgue!

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Olá pessoal, hoje quero começar o post com uma frase sensacional de Carl Gustav Jung: “Não se deve esquecer a seguinte regra: o inconsciente de uma pessoa se projeta sobre outra pessoa, isto é, aquilo que alguém não vê em si mesmo, passa a censurar no outro. Este princípio tem uma validade geral tão impressionante que seria bom se todos, antes de criticar os outros, se sentassem e ponderassem cuidadosamente se a carapuça que querem enfiar na cabeça do outro não é aquela que se ajusta perfeitamente a eles.”

Mas o que afinal esta frase quer dizer? Ela reflete um dos temas mais trabalhados na psicanálise, a projeção. Como seres em evolução, ainda não estamos preparados para enfrentar determinados tipos de situação, e então, como já falado em posts anteriores, vamos criando as nossas sombras, ou seja, os nossos recalques.

Tudo que nos desagrada e não resolvemos pelo uso do amor e da razão jogamos para o fundo do nosso inconsciente. Nosso lado B, que não podemos aceitar e muito menos mostrar para o outro é escondido a sete chaves, mas por fora colocamos a nossa máscara e apresentamos o que gostaríamos de ser, mas não quem somos de verdade.

Nossas culpas, medos, raivas, tristezas, tendências, são todas enviadas para esse enorme campo chamado inconsciente. Nossa arrogância, prepotência, presunção, sentimento de superioridade, orgulho, entre outros, também vão junto com esta bagagem e lá se acumulam aumentando cada vez mais as nossas sombras. E elas nos assombram.

Hipócritas que somos, achamos que não temos nada disso dentro de nós, que já nascemos prontos e o outro é quem tem problemas, não nos enganemos! Mas que fique claro que isso não quer dizer que somos melhores e nem piores. Como não canso de dizer, estamos em evolução e cabe a cada um de nós se libertar destas sombras, trabalhá-las com amor e compreensão e transformá-las em luz.

Voltando a frase de Jung, ela explica que todo esse lixo que guardamos dentro de nós passamos a enxergar no outro, o que me lembra aquela velha frase: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”.  Então amigos, o que temos que fazer é parar de julgar o outro, de culpá-lo pelos nossos problemas e infelicidades. Quando dizemos que alguém é superior e isso nos incomoda, significa que isso está mal resolvido em nós. Talvez dentro de nós haja uma superioridade que não temos coragem de exprimir e projetamos no outro. Quando você sente que alguém te ofendeu, verifique profundamente se o que esta pessoa falou realmente não faz sentido, mesmo que a forma com que ela tenha se expressado não tenha sido adequada.

Quando estamos bem com os nossos conteúdos o outro para de nos incomodar. Toda vez que sentir que algo em alguém está te tirando a paz, converse com seu coração, pergunte-se por que aquela situação ou atitude do outro te fez tão mal.

Precisamos sair deste mundo ilusório onde julgamos, apontamos o dedo e sempre nos colocamos como melhores. Não sabemos nada do que o outro está passando intimamente, não sabemos das suas sombras, dos seus sofrimentos. A única pessoa que podemos conhecer verdadeiramente somos nós mesmos e nem nos damos ao trabalho de fazer isso. Preferimos dizer que o outro é invejoso, que o outro é ciumento, que o outro é orgulhoso. E se for, qual é a sua parte nisso? Cuide da sua plantação e pare de se preocupar com a do outro, olhe para si e veja onde precisa melhorar, perceba se está colocando amor em tudo que faz e, principalmente, se está colocando amor na sua parte sombra, que você gasta tanta energia para esconder, mas que aparece cada vez que você não respeita o seu próximo.

Uma ótima semana de muita reflexão e menos projeção para todos nós.

Meditação

  1. Não viva hoje a desarmonia da culpa pelo desajuste de ontem. O passado não pode ser alterado e o presente exigirá muito mais de você.

Liberte-se das sombras

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Todos nós temos dois níveis de consciência, a egocêntrica e a empática, sendo que geralmente a egocêntrica é preponderante. Como seres em evolução, nossa meta é transformar as nossas sombras, para que possamos ser cada vez mais empáticos e mais próximos do nosso verdadeiro eu, que é amor.

Mas o que são sombras?

Este termo foi utilizado pelo psiquiatra e psicoterapeuta Carl Gustav Jung e tem o mesmo significado do recalque de Freud. Diferentemente do pai da psicanálise, Jung acreditava em Deus e teve grande parte dos seus estudos voltados para a parte espiritual, misticismo e religiosidade, um dos fatores que o afastou de Freud.

Segundo Jung, a sombra é a nossa parte escura que se encontra inconsciente, mas que afeta grandiosamente toda a nossa vida. Na verdade, elas fazem parte do nosso eu que não queremos ver, por medo do enfrentamento e também de sair da zona de conforto em que muitas vezes nos colocamos.

Acontece que fomos “programados” para fazer com que estas sombras se tornem luz, e isso ocorrerá por bem (pela conscientização) ou por mal (pela dor), mas cada um tem o livre arbítrio para escolher como.

Todos nós, sem exceção, temos no fundo do nosso eu todos os sentimentos de amor, que estão latentes, esperando para serem potencializados. Além disso, temos impulsos primitivos que trazemos dos nossos ancestrais que, quando não aceitos e trabalhados podem nos levar às doenças psicossomáticas, que afetam nossa mente e corpo.

Estes impulsos primitivos, somados com nossos desejos, lembranças, emoções, mágoas, tristezas, culpas, estão guardados nesse mundo interior chamado inconsciente, e têm o grande poder de nos fazer sofrer. Aceitar-se como é e trabalhar o que incomoda é um desafio, que muitos ainda não estão preparados para assumir.

Trazer estes conteúdos para a superfície é trazer para a luz, é crescer, amar-se, é aprender a ser feliz sem esperar do outro, é tornar-se único e fazer a transformação de uma consciência egocêntrica em empática.

Saiba que tudo que te incomoda no outro é algo que precisa ser trabalhado em você. Quando se irritar com algo ou alguém abra os olhos da alma e veja se lá no fundo, o problema não é seu. Lembre-se que quando apontamos um dedo para o outro, temos quatro apontados para nós. Já pensou nisso?

O outro é importante para a nossa evolução. Sem ele não teríamos o atrito necessário para nos lapidar, e tirar toda a casca que protege o amor que temos em nós.  O outro nos testa, nos provoca e nos faz balançar na nossa eterna capacidade de não nos mostrar como realmente somos.

Mais cedo ou mais tarde teremos que nos encarar de frente e perceber que somos egoístas, ciumentos, agressivos. Perceberemos que nutrimos sentimentos de superioridade e inferioridade, que mantemos relacionamentos por ganhos e que na grande maioria das vezes agimos com falsidade e hipocrisia, colocando nossas máscaras diárias para esconder o que é verdadeiro.

Todos nós temos algo que não queremos que seja descoberto afinal, somos imperfeitos, mas cabe a cada um fazer suas escolhas conscientemente e assumir as consequências delas, sem culpar o outro pela sua infelicidade, já que ela é responsabilidade única e exclusiva sua.

Vamos tornar este mundo mais iluminado, começando por transformar nossas sombras em luz, pois a casa, o bairro, a cidade, o país, o continente, o mundo não é feito dos outros, é feito de cada indivíduo, e do que ele tem de luz para compartilhar.

Uma ótima semana de paz para todos!

 

Meditação

5. Se o outro está mal humorado, compreenda o estado de espírito dele e se possível adie a conversa para mais tarde.